quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Imensidão azul

Desejei tanto mergulhar naquele mar cheio de infinito e mistérios.
Em captar a cor das profundas e agitadas e não menos serenas águas.
Eterno era como se mostrava e assim eu me sentia...
Quanto mais desejava mais forte eu capturava seu tom.
Amei o instante em que fechei os olhos e sentia dentro de mim uma paz morna.
Eu pertencia aquele lugar de certa forma e era parte das ondas oscilantes e ritimadas.
Me espalhava a areia suavemente de forma quase sensual.
Fechei os olhos...em um gozo interminável.

...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Sinais

Andava pela rua com uma nova sensação.
Como se não fizesse mais parte do cenário. Um frio me pegou de forma inesperada e olhei pro ceu...tinha uma cor diferente, as pessoas passavam de forma lenta e eu caminhava ao lado como se não existisse.
Corri pra casa, algo está acontecendo.
Deitei-me no escuro sem sentir-me escondida, mas aliviada.
Sinto olhos...sinto chamados...
O vento sopra com muita intensidade.
Uma percepção se acentua, o que esta por vir?
Sinais.

sábado, 17 de janeiro de 2009

S.

Acordei com saudades.
Saudade que dói.
Saudades de família barulhenta.
De filho chamando.
Cachorro na volta...
Aquelas cenas que vc se envolve o tempo todo e nem tem tempo pra pensar.
Sim...é essa saudade.

Acordei com vontade de beijo de bom dia.
De carinho.
E de coisas que só imaginei...de conversas filosóficas de café da manhã.
Dos olhos que nunca tive.
Do amor que nunca senti.
Sim.. essa saudade, também.

Acordei com vontade de ver fotos das pessoas que convivi.
Das pessoas que não vou conviver...
Das minhas fotos perdidas, dos olhos que procuram razões.
Que sentimento de saudade mais perdido...


Saudade dói...mas passa.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Free Passport

Viajar sobre si mesmo

Sem correr riscos de não cansar dos caminhos.
Mesmo que sem destino, sem tempo, sem desvios.
E no caminho, as estrelas que nascem farão parte da bagagem.
E o sol sempre por testemunha que todo dia se renovará em cada percurso.
Viajar nos sentimentos, nos olhos conectados, nas falas trocadas nem sempre ao acaso...
Viajar com pensamentos alheios em lugares secretos.
São viagens que não se compram, não se perdem, sem fronteiras...

São livres.